Geralmente nos fóruns e nas conversas com instrumentistas elétricos, os cabos nunca estão em voga. Normalmente a gente nomora "aquela" guitarra, fica de olho por meses "naquele" amplificador, sai comprando pedaizinhos que nem louco. Mas, e os cabos que fazem a ligação das nossas mãos aos ouvidos dos pobres espectadores? Já fiz um post anteriormente, um dos primeiros deste blog sobre os cabos sem solda para interligar os pedais. Hoje, achei uma entrevista do Cesar Diaz, o técnico que cuidava dos instrumentos de ningém mais, ninguém menos que Steve Ray Vaughan.Fiz uma tradução mambembe do trecho em que ele fala dos cabos:
Cesar Diaz em entrevista para a Tone Quest:
“Eu enviei mensagens para Lenny Kravitz e Eric Johnson dizendo que o segredo para um grande timbre era usar captadores mais fracos e cabos espiralados. Os cabos espiralados adicionam um monte de capacitância e indutância à cadeia de sinal. Portanto, quando utilizamos um Marshall, as frequências altas serão cortadas.
Quando fiz o álbum Is Step com Stevie, tínhamos um contrato de patrocínio/endorsement com a Monster Cables. Eles me enviariam todos os cabos grátis, e eu estava muito animado com isso, pois, eu poderia cuidar dessas coisas para um cara como Stevie, que nem sabia como lavar a louça. Tudo o que ele sabia fazer era tocar guitarra, mas Deus o abençoe por isso, pois ele realmente fez alguma coisa com o que ele sabia fazer. Enfim, eu peguei os cabos que foram dados ao Stevie e ele disse: “Eu odeio essas coisas.” E eu perguntei a ele: “Porque cara? Esses são os melhores cabos do mundo!” Ele disse: “Eles deixam passar muita eletricidade.”
Eles eram muito eficientes...
Bem, ele me mandou para fora da estação de rádio local, a Radio Shack e me pediu para comprar qualquer cabo espiralado cinza que houvesse – não queria os cabos pretos, apenas os cinzas. Então eu pensei: “Humm, por que esse caipira maluco de Dallas está me mandando fazer isso?” Eu peguei os cabos e os passei pelo meu medidor de capacitância e descobri que eles adicionavam cerca de .05 mfd à cadeia de sinal. Isso tornava o som sólido – era como se houvesse um controle de tonalidade e aquele excesso de brilho e aspereza que os Marshalls possuem, foram eliminados. Não existe uma foto sequer de Hendrix (naquele tempo eles já tinham cabos high-end) em que você o veja tocando com um cabo reto.”



