Putz, no fim o tempo passou e a postagem sobre o Som do Mamadamah ficou para trás. No próximo, posto uma chamada para que os amigos possam prestigiar o nosso som.
Como somos rebeldes e um tanto avessos à folia de Momo que parece atordoar uma grande parcela do pessoal, neste carnaval tivemos a oportunidade de tocar um Blues para um seleto público daqui de Sorocaba com direito a várias músicas com o nosso querido Lap Steel - Jacaré by Sr. Dalmir!
A sonzeira rolando!
Para as próximas, o cartaz será postado antes do evento!
Enfim, o saldo final foi muito positivo e pudemos fazer um evento alternativo, de Blues no meio de uma data marcada pelo samba midiático brasileiro.
Para o pessoal que acompanha este blog, acabo de finalizar a minha mudança para o maior portal da música na cidade de Sorocaba. O estúdio Music House Centro Musical possui mais de 500m2 dedicados à música. Possui várias salas de aula, estúdio para ensaios e um setor mais do que profissional direcionado à produção e gravação. Unimos forças para fornecer o que existe de melhor para os músicos da cidade e região.
Confira as fotos da oficina no blog do Tanaka Guitar Tech -AQUI
Um dos fatores determinantes para os guitarristas e o sustain que o instrumento e/ou os pedais e amplificadores conseguem fornecer. O Sustain pode ser definido como: "In music, sustain is a parameter of musical
sound over time. As its name implies, it denotes the period of time
during which the sound remains before it becomes."
Muitos clientes da oficina me perguntam como podem obter mais sustain em seus instrumentos. Recentemente tenho indicado o supermercado:
Este blog acabou ficando para
trás, por conta da falta de tempo. O final de 2011 foi uma loucura, a oficina
Tanaka Guitar Tech não parou e para o meu espanto tive clientes e seus
instrumentos na semana entre o Natal e o Ano Novo! Não me queixo, aliás, muito
pelo ao contrário. Agradeço por poder ajudar os instrumentos e seus donos se
reconciliarem, se reapaixonarem e fazerem “aquele” som novamente!
Mas como o objetivo deste blog é
fazer um bate-papo sobre guitarras e seu mundo, vamos ao primeiro post de 2012!
No dia 29/12, estávamos minha
esposa e eu assistindo televisão e zapeando, como sempre. Até que um canal me
chamou a atenção. Era o Multishow HD, transmitindo o show dos Paralamas do
Sucesso em sua mais recente turnê intitulada Paralamas Brasil Afora. Confesso
que fiquei em dúvida se assistiria ou não, pois, os últimos shows que havia
assistido foram um tanto desapontadores.
Eu sou fã do Hebert (por incrível
que pareça!) sempre gostei da forma com que ele toca a guitarra, seus riffs e
solos são muito bem construídos e seu timbre é também inconfundível. Sem contar
que o cara construiu a reputação de Guitar Hero nacional nos anos 80, onde não
havia equipamento bom disponível, muito menos informação didática a respeito do
assunto. Logo, caras como ele, Lulu Santos, Edgar Scandurra, Pepeu Gomes, etc.
possuem um lugar especial nas influências guitarrísticas de qualquer brasileiro.
Após o terrível acidente que ele
sofreu e a terrível perda de sua esposa, a minha torcida para que ele voltasse
a ser o que era sempre foi muito grande. Porém, não raro nas apresentações que
presenciei, acabei ficando um pouco triste pois o olhar do cara não era o
mesmo, as falas não eram as mesmas e o fraseado, o timbre ainda não estavam “certos”,
parecia que ele não estava lá.
Voltando ao show da TV, deixei no
canal e nas primeiras 5 notas da guitarra dele que escutei, disse imediatamente
para a minha esposa: “esse cara está de volta!” E assim se sucedeu durante todo
o show a cada nota emitida, a cada palavra proferida era possível perceber.
Quando derem um close no rosto dele e pude ver os olhos, não sobraram dúvidas:
ele estava de volta!
Vou deixar aqui os parabéns para
os companheiros de banda por apoiarem o cara durante todo o processo e não
terem dúvidas de que esse dia chegaria e se não existe uma definição clara do
que é amizade e paciência em palavras, as atitudes desses caras mostram
claramente o significado.
Não posso deixar de mencionar que
o exemplo que o Hebert Viana vem dando é digno de um lema Samurai: “Cair sete
vezes e levantar oito.”
Ótimo 2012 para todos e obrigado
aos que seguem e lêem este blog!
Olá pessoal, desculpem o tempão sem posts aqui, mas realmente o trabalho na Tanaka Guitar Tech têm me tomado bastente tempo.
Em parte é muito legal pois tenho a chance de fazer algo de que gosto muito desde sempre e tenho a oportunidade de ajudar meus amigos músicos a aprimorarem a sua ferramenta de expressão da arte, e isso meus amigos, não tem preço.
Por falar em coisas sem preço, no mês passado tive a oportunidade de fazer um som com meus amigos de adolescência e que não nos reuníamos há uns 16 anos.
Com evento desses, não tem como não fazer uma reflexão profunda das coisas que gostamos e pelas presões do mundo atual são deixadas de fora.
Eu particularmente tenho dado meus passos no caminho do meu bem-estar.
E você?
Amanhã disponibilizarei algumas faixas aqui do nosso encontro.
Em um dos anos em que estive no IG&T, foi comentado em aula que hvia na escola uma fita VHS do espantoso guitarrista Jason Becker na qual em uma apresentação ao vivo durante um solo virtuoso extremamente rápido e técnico, saca um iôiô e continua fazendo o solo com uma das mãos e brinca com o iôiô com a outra. Corremos todos para assistir essa demosntração de domínio total do instrumento.
Anos mais tarde, quando comentei com alguns amigos, todos ficaram me olhando como se eu fosse o Forest Gump. Porém, graças aos Deuses da "nuvem", encontrei a cena no fabuloso Youtube:
Jason Becker é um guitarrista neo-clássico que ganhou fama aos 16 anos como virtuoso. Ele nasceu em Richmond (Califórnia, Estados Unidos) em julho de 1969.
Seu pai, Gary Becker, que tinha estudado violão erudito, lhe deu uma guitarra quando ele tinha apenas 3 anos de idade, e começou a lhe dar aulas. Jason passou a praticar músicas de Bob Dylan, Eric Clapton, Jeff Beck e Eddie Van Halen, entre outros. Jason praticava durante horas a fio, e estudou a obra de Niccolò Paganini.
Jason conheceu Marty Friedman, e os dois se tornaram amigos rapidamente, pois compartilhavam das mesmas preferências musicais. Sob a produção de Mike Varney eles montaram a banda Cacophony, que gravou dois álbuns: Speed Metal Symphony, em 1987, e Go Off!, em 1988. Ele também lançou um álbum solo, Perpetual Burn, em 1988.
O Cacophony excursionou por vários países, notadamente no Japão e na Europa, onde Jason foi formando uma legião de fãs e admiradores, ao mesmo tempo em que influenciava jovens guitarristas.
A fatalidade
Aos 20 anos, Jason foi convidado para a banda de David Lee Roth para substituir Steve Vai, que havia deixado o grupo. Ele começou a gravar o álbum A Little Ain't Enough em 1990, e ganhou o prêmio de "guitarrista revelação" da revista Guitar Magazine.
As coisas iam cada vez melhores para Jason até que, ainda durante as gravações de A Little Ain't Enough, ele começou a sentir uma espécie de fraqueza na perna esquerda. Era o início da manifestação da Doença de Lou Gehrig, também conhecida como ALS — esclerose lateral amiotrófica
— uma doença degenerativa e incapacitante, ainda sem cura. Embora Jason
tivesse concluído, já com algum esforço, as gravações do álbum, ele não
estava mais em condições de sair em turnê com a banda.
O mito
Jason tinha então uma expectativa de vida de mais 5 anos, o que não
se concretizou. Ele foi perdendo todos os movimentos do corpo
lentamente, até não conseguir mais mover nenhum membro, e seu estado de
saúde tornou-se estável em 1997. Entretanto, enquanto ficava em casa, Jason continuou compondo e gravando em seu estúdio particular.
Jason continua mentalmente ativo, se comunica através de movimentos do globo ocular e, com a ajuda de um programa de computador, consegue ainda compor. Foi dessa forma que ele lançou o álbum Perspective, em 1996. Jason ainda dá entrevistas e é muito bem-humorado, sendo assessorado por sua mãe.
Vários tributos foram lançados em homenagem a Jason Becker, e ele é
admirado e idolatrado por muitos fãs, inclusive famosos. Músicas como Altitudes e Serrana são freqüentemente usadas como peças de estudo por guitarristas.